quarta-feira, 8 de maio de 2013

Desmentindo o argumento de William Lane Craig contra o fato de que todas as religiões podem levar a Deus


O excerto a seguir foi transcrito do livro "Apologética para questões difíceis da vida", mais especificamente em sua lauda 165. O apologista cristão William Lane Craig é o autor da obra:

“Essa visão de que “todas as religiões levam á Deus", freqüentemente são expostas por pessoas leigas e por estudantes do segundo ano da faculdade, e está enraizada na ignorância do que as grandes religiões do mundo ensinam. Qualquer um que estudou religiões comparadas sabe que a cosmovisão proposta por essas religiões são, com freqüência, diametralmente opostas uma às outras. Apenas verifique o Islamismo e o budismo, por exemplo. A cosmovisão delas não tem quase nada em comum. O Islamismo crê que há um Deus pessoal que é onipotente, onisciente, e santo, e que criou o mundo. Ele crê que as pessoas são pecaminosas e necessitadas do perdão de Deus, que o céu eterno ou o inferno nos espera após a morte, e que nós devemos ganhar a nossa salvação pela fé e por atos religiosos. 

A tese de William Craig pode ser resumida como a concepção de que as contradições existentes entre as múltiplas religiões que enxameiam nosso planeta constitua em um motivo para que afirmemos que somente uma delas é a única correta religião que leva o homem a Deus. Contudo, as suas afirmações se fundam em premissas falaciosas, que são em linhas gerais as seguintes:

1. Deus criou ou fundou uma religião.
2. Cabe ao homem descobrir qual é esta religião e segui-la, a menos que queira ser lançado no fogo do inferno.

No entanto, através das comunicações espirituais que foram recebidas por intermédio de incontáveis médiuns dispersos em redor do mundo no século 19 que deram origem à obra O Livro dos Espíritos, não é requisito necessário à redenção humana que nos filiemos a um movimento religioso específico, pois a vontade de Deus é que os homens vivam em fraternidade e que se despojem de suas imperfeições, independente do credo que professam. Portanto, a alegação de que há uma religião verdadeira a que todo homem deve ser aderir para que por meio dela seja salvo é inconsistente com o que de fato ocorre no juízo divino, conforme relatam os Espíritos no livro O Céu e o Inferno (Allan Kardec) acerca de suas condições no plano ulterior, bem como cartas psicografadas dissertadas por médiuns escreventes a respeito do assunto.

Somente alguém que negue a possibilidade de comunicação entre os Espíritos e as pessoas encarnadas poderia utilizar sua incredulidade como pretexto para tentar menosprezar o ensinamento espírita, contudo, pesquisas científicas descortinam progressivamente o véu que divide o mundo dos vivos e dos mortos. Recomendo que o leitor assista um vídeo que explica a metodologia de um cientista para comprovar a veracidade dos fenômenos mediúnicos produzidos por Jonh Edward, um famigerado médium audiente:


Existem numerosas outras evidências da plausibilidade da fenomenologia mediúnica que foram exaustivamente pesquisadas e descobertas por cientistas célebres como Crookes, Flammarion, Bozzano, Russel Wallace, Du Prel, Aksakov, etc, mas que abandonaram suas empreitadas na área pois lhes era recusado apoio e financiamento, provavelmente devido ao preconceito materialista que sempre foi predominante e causou muitos atrasos no desenvolvimento científico no âmbito da espiritualidade. Apesar disso, suas contribuições para a ampliação do repertório de descobertas da ciência a respeito dos fenômenos espirituais foram de fundamental importância para assinalar os indícios de que os Espíritos são reais e podem se comunicar conosco. 

Imperioso é frisar que o egrégio químico inglês William Crookes tornou-se espírita após averiguar, com o uso do método científico, o fenômeno de materialização ectoplasmática produzido pela médium Florence Cook. O pesquisador, consoante denota o seu vasto e conceituadíssimo currículo como cientista, atesta que sem dúvidas Crookes era um profissional muito habilitado e indicado para investigar a existência e a manifestação dos Espíritos. A sua obra rendeu um fruto maravilhoso, que foi a publicação do livro Fatos Espíritas, de sua autoria, no qual explica meticulosamente os procedimentos que desenvolveu durante as análises dos efeitos gerados por intermédio da mediunidade de Florence Cook. Duvidar da competência de um eminente cientista que ficou reconhecido em todo o planeta em função de suas contribuições para a ampliação da órbita do conhecimento humano seria no mínimo demasiadamente insensato. Assista os vídeos a seguir que explicam a conversão de William Crookes ao Espiritismo:

Quiçá, além disso, uma das principais provas da existência dos Espíritos e da faculdade dos mesmos de manifestarem-se a nós tenha sido atestada em uma série de experiências mediúnicas desempenhadas em Milão no ano de 1892, sob a direção dos professores Lombroso, Ermácora, Richet, Aksakof, Schiaparelli, Chiaia e outros. Portanto, afirmar que não há possibilidade de os Espíritos serem autênticos é opor-se aos fatos, contra os quais não há argumentos.

O budismo nega todas essas coisas. Para o budista clássico, a realidade ultima é impessoal, o mundo é incriado, não há “eu” duradouro, o alvo supremo da vida não é a imortalidade pessoal, mas a aniquilação, e as idéias de pecado e salvação não exercem nenhum papel. Exemplos como esse poderiam ser multiplicados. Claramente, todas as religiões não podem ser verdadeiras, justamente por elas apresentarem visões contraditórias a respeito da natureza da realidade ultima, do mundo, do homem, dos valores morais, e assim por diante. Essa visão pluralista é, portanto, insustentável”. 

Consoante expressei alhures, a religiosidade ou fé professada por qualquer pessoa são critérios irrelevantes para a remissão de suas nódoas morais. O aperfeiçoamento pessoal, ao cabo de múltiplas existências é que promove o aprimoramento espiritual de todo ser criado por Deus. Além disso, segundo atesta o Consenso Universal do Ensino dos Espíritos, o juízo divino não cobra de nós que sejamos partidários de qualquer movimento religioso. Logo, a despeito de que haja controvérsias entre as religiões, isto não constitui motivo para que asseveremos que o pluralismo religioso seja insustentável. Com efeito, as premissas do argumento de William Lane Craig se revelaram infundadas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário