A princípio, quiçá as afirmações que fiz provoquem o anseio
por provas que concedam fundamento ao que digo. A Bíblia é a fonte das
conclusões que teci em meus comentários precedentes, por isso, citarei as
passagens que explicitam que Jeová é um ser que tem tendências a irar-se e que
se compraz na vingança. Se Deus é perfeito, certamente Ele não é o deus bíblico.
1. Jeová, conforme
as Escrituras, deixa-se induzir pela ímpia emoção da ira todos os dias. O
escritor dessa passagem, que supostamente foi Davi, a complementou destacando
que Deus é “juiz justo” apesar do absurdo que logo em seguida alega:
“Deus é juiz justo, um Deus que se ira todos os dias”
- Salmos
7:11
2. Moisés
esteve à mercê da fúria ardente de Jeová meramente em função de o profeta não
desejar ter assumido a missão que o deus da Bíblia impôs a ele sem o seu
consentimento.:
E disse-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? Ou quem fez o
mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR? Vai, pois,
agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar. Ele, porém, disse: Ah, meu Senhor! Envia pela mão daquele a
quem tu hás de enviar. Então se acendeu a ira
do SENHOR contra Moisés, e disse: Não é Arão, o levita, teu irmão? Eu
sei que ele falará muito bem; e eis que ele também sai ao teu encontro; e,
vendo-te, se alegrará em seu coração. E tu lhe falarás, e porás as palavras na
sua boca; e eu serei com a tua boca, e com a dele, ensinando-vos o que haveis
de fazer. E ele falará por ti ao povo; e acontecerá que ele te será por boca, e
tu lhe serás por Deus. - Êxodo 4:11-16
3. A ira de
Jeová é de tal maneira periclitante e obstinada que o mesmo anelou por consumir
brutalmente o seu próprio povo pelo fato de este contrariar seus mandados. A
disciplina de Jeová consiste em severos castigos e punições, que denotam uma
desenfreada cólera que provém desse deus:
Disse mais o SENHOR a Moisés: Tenho visto a este povo, e eis
que é povo de dura cerviz. Agora, pois, deixa-me, para
que o meu furor se acenda contra ele, e o consuma; e eu farei de ti uma
grande nação. - Êxodo 32:9-10
Pouco depois,
Moisés retorquiu a Jeová e o censurou, o que o persuadiu a arrepender-se do
desejo de causar o mal ao seu povo. O profeta induziu o deus a quem servia a
rememorar-se das promessas, convênios e dos feitos que propiciou aos judeus.
Dessa forma, Jeová desistiu do plano de destruir os israelitas concordando com
os argumentos de Moisés:
“Moisés, porém, suplicou ao SENHOR seu Deus e disse: O
SENHOR, por que se acende o teu furor contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com
grande força e com forte mão?
Por que hão de falar os egípcios, dizendo: Para mal os tirou, para matá-los nos montes, e para destruí-los da face da terra? Torna-te do furor da tua ira, e arrepende-te deste mal contra o teu povo. Lembra-te de Abraão, de Isaque, e de Israel, os teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado, e lhes disseste: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas dos céus, e darei à vossa descendência toda esta terra, de que tenho falado, para que a possuam por herança eternamente. Então o SENHOR arrependeu-se do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo.” - Êxodo 32:11-14
Por que hão de falar os egípcios, dizendo: Para mal os tirou, para matá-los nos montes, e para destruí-los da face da terra? Torna-te do furor da tua ira, e arrepende-te deste mal contra o teu povo. Lembra-te de Abraão, de Isaque, e de Israel, os teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado, e lhes disseste: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas dos céus, e darei à vossa descendência toda esta terra, de que tenho falado, para que a possuam por herança eternamente. Então o SENHOR arrependeu-se do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo.” - Êxodo 32:11-14
O texto acima explicita
claramente que o deus bíblico é volúvel e que os seus projetos podem
modificar-se em conformidade com argumentos de reles humanos, os quais são,
segundo a passagem supracitada, são ainda os homens capazes de persuadir o
próprio deus a reformular os seus conceitos. No entanto, o Deus verdadeiro é
portador de toda sabedoria e conhecimento, jamais podendo sujeitar-se, pois, a
qualquer tipo de argumentação que se origina na mente humana.
4. Jeová, ao
envolver-se em uma intriga entre Moisés, Arão e Miriã, se inflamou a sua ira
contra esta última. Por conseguinte, Miriã sofreu as conseqüências do rancor de
Javé e foi amaldiçoada por ele com uma grave lepra:
“Ora,
falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cuchita que este
tomara; porquanto tinha tomado uma mulher cuchita. E disseram: Porventura falou
o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós? E o Senhor o ouviu. Ora,
Moisés era homem mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a
terra. E logo o Senhor disse a Moisés, a Arão e a Miriã: Saí vos três à tenda
da revelação. E saíram eles três. Então o Senhor desceu em uma coluna de nuvem,
e se pôs à porta da tenda; depois chamou a Arão e a Miriã, e os dois acudiram.
Então disse: Ouvi agora as minhas palavras: se entre vós houver profeta, eu, o
Senhor, a ele me farei conhecer em visão, em sonhos falarei com ele. Mas não é
assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa; boca a boca falo
com ele, claramente e não em enigmas; pois ele contempla a forma do Senhor. Por
que, pois, não temestes falar contra o meu servo, contra Moisés? Assim se acendeu a ira do Senhor contra eles; e ele se
retirou; também a nuvem se retirou de sobre a tenda; e
eis que Miriã se tornara leprosa,
branca como a neve; e olhou Arão para Miriã e eis que estava leprosa.” – Números 12:1-10
Este evento narrado pelas Escrituras avaliza a
asserção de que o deus bíblico age movido pelo desejo não de ensinar aos seus
filhos uma correção através de uma emenda salutar, em vez disso, inocula na
saúde do seu povo a pestilência e a enfermidade. Em casos mais extremos,
assassina-os. O Deus verdadeiro não pode ser Jeová, uma vez que o primeiro,
embora detenha em si o poder de liquidar a vida de qualquer ser humano, não o
faz em razão de em seu caráter não existir o atributo de um assassino que
elimina vidas por motivos burlescos qual o descrito em Números 12:1-10.
5. Jeová, movido por voraz ira e
anseio por castigar o seu povo de modo virulento, fez fender o solo onde
estavam situados muitos dos que eram parte de Israel, para consolidar a sua
justiça arbitrária e tirana contra os judeus que o haviam desobedecido. O
verdadeiro Deus, em contrapartida, não age de modo brutal qual Jeová executa os
seus juízos, ao invés disso, o Pai Celestial estabeleceu no Universo a Lei de
Causa e Efeito, segundo a qual todo homem ceifa aquilo que semeia. O Pai
Bendito não fende a terra para lançar almas ao Seol de modo que assim sejam
punidas, Ele deixa que o homem receba em si mesmo a conseqüência dos males que
obra com o fim de que seu caráter seja emendado ao longo de sua evolução
espiritual:
“Subiram, pois, do derredor da habitação de
Corá, Datã e Abirão. E Datã e Abirão saíram, e se puseram à porta das suas
tendas, juntamente com suas mulheres, e seus filhos e seus pequeninos. Então
disse Moisés: Nisto conhecereis que o Senhor me enviou a fazer todas estas
obras; pois não as tenho feito de mim mesmo. Se estes morrerem como morrem
todos os homens, e se forem visitados como são visitados todos os homens, o
Senhor não me enviou. Mas, se o Senhor criar alguma coisa nova, e a terra abrir a boca e os tragar com tudo o que é deles,
e vivos descerem ao Seol, então compreendereis que estes homens têm desprezado
o Senhor. E aconteceu que, acabando ele de falar todas
estas palavras, a terra que estava debaixo deles se fendeu; e a terra abriu a
boca e os tragou com as suas famílias,
como também a todos os homens que pertenciam a Corá, e a toda a sua fazenda.
Assim eles e tudo o que era seu desceram vivos ao Seol; e a terra os cobriu, e
pereceram do meio da congregação,” – Números 16:27-33
6. Em
decorrência de Israel ter se envolvido sexualmente com as filhas de Moabe e
exercido o direito de escolher seguir uma religião alheia ao Judaísmo por terem
servido a deuses diferentes de Jeová, este por sua vez teve a sua ira incitada
pelos israelitas, os quais foram executados por um enforcamento ordenado por
Jeová. Deveras, o deus bíblico se deixa induzir pela ira em diversas narrativas
das Escrituras, o que indica que o seu humor é bastante suscetível de se
encolerizar levando-o a implementar as mais bárbaras punições.
“Ora, Israel demorava-se em Sitim, e o povo
começou a prostituir-se com as filhas de Moabe, pois elas convidaram o povo aos
sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu, e inclinou-se aos seus deuses. Porquanto Israel se juntou a Baal-Peor, a ira do Senhor
acendeu-se contra ele. Disse, pois, o Senhor a Moisés: Toma todos os cabeças do povo, e enforca-os ao senhor diante do sol,
para que a grande ira do Senhor se
retire de Israel.” – Números
25:1-4
Graças
ao Deus verdadeiro nosso planeta não é regido por um tirano espiritual como
Jeová.
7. Jeová não tem respeito pela liberdade
religiosa de seu povo, o que o leva a imprimir severos castigos e punições
sobre seus próprios escolhidos. No trecho a seguir, Javé tem o seu furor
despertado devido ao culto que muitos prestaram a outros deuses. Jeová de tal
maneira se sente irado que afirma que a sua fúria jamais cessará. Tal
afirmativa não poderia proceder do verdadeiro Deus, já que em sua natureza não
existe ira de qualquer tipo, mas somente justiça e amor, tampouco o Criador
seria capaz de trazer males a alguém, como versa o texto bíblico. Ademais, para
o Pai Celestial a religião de uma pessoa não é fator essencial para a sua
redenção, mas tão somente o empenho que empreende com o objetivo de
aperfeiçoar-se moralmente, malgrado qual seja a sua posição religiosa.
“Assim
diz o Senhor: Eis que trarei males sobre este
lugar e sobre os seus habitantes, conforme todas as palavras do livro
que o rei de Judá leu. Porquanto me deixaram, e queimaram incenso a outros
deuses, para me provocarem à ira por todas as
obras das suas mãos, o meu furor se acendeu contra este
lugar, e não se apagará.” – 2 Reis 22:16-17
8. O deus bíblico projetou guerras contra
Amaleque ao cabo de gerações. É uma notória blasfêmia asseverar que o Deus
verdadeiro perpetraria tamanho desatino cujo fim é destruir milhares de
pessoas, dentre elas muitos bebês e mulheres grávidas inocentes que se
encontram entre o povo alvo de ataques comandados por Jeová. Deus não provoca
guerra alguma, são os homens que causam-na usando o nome do Criador para tentar
justificar as desditas que obram uns contra os outros. Deus é amor, portanto
não é o Senhor dos Exércitos, conforme declara a Bíblia.
“E
disse: Porquanto jurou o Senhor que ele fará guerra contra Amaleque de geração em
geração.” – Êxodo
17:16
O intuito de Jeová ao ter proclamado contendas
contra Amaleque por gerações foi vingar-se da tentativa de o mesmo ter impedido
Israel de ter subido do Egito. Se Jeová fosse justo, implicaria que a sua
medida corretiva estivesse em conformidade com a gravidade do delito exercido
por Amaleque. No entanto, a punição que Javé engendrou contradiz totalmente a sua
suposta natureza benéfica, tendo em vista que conforme a passagem seguinte, ele
ordena que Amaleque seja completamente destroçado, até mesmo meninos e crianças
de peito. Nem mesmo os animais escaparam das garras trevosas de Jeová:
“Assim
diz o Senhor dos exércitos: Castigarei a
Amaleque por aquilo que fez a Israel quando se lhe opôs no caminho, ao subir
ele do Egito. Vai, pois, agora e fere a Amaleque, e o destrói
totalmente com tudo o que tiver; não
o poupes, porém matarás homens e mulheres, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos.” – 1 Samuel 15:2-3
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