quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Pode o cristão ofender quem não compartilha a mesma fé que a dele?

Todo cristão deve ser revestir de uma conduta ilibada, de acordo com aquela prescrita pela Bíblia. Devemos ser benignos, misericordiosos, humildes, mansos e longânimos. Não há na Escritura qualquer preceito que nos permita agir de maneira oposta a tais virtudes para com outrem:
 
“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade;” - Colossenses 3:12
 
A mensagem de Deus deve ser proclama com mansuetude àqueles que não a aceitam. Insultar os incrédulos não auxilia a obra de evangelização, apenas afasta-os do Pai:
 
“Instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade,” - 2 Timóteo 2:25
 
Devemos responder aos que não professam a mesma fé que a nossa qual é a razão da esperança que há em nós. Invectivas não exprimem mansidão:
 
“Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,” - 1 Pedro 3:15
 
Se Deus deveras está no coração de quem afirma seguí-lo, consequentemente possuirá as virtudes da presença do Pai em si. Quem profere vitupérios contra o próximo não está em consonância com o fruto do Espírito:
“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” - Gálatas 5:22
Devemos ser mansos para com todos os homens, sejam eles cristãos ou não. A Bíblia considera ilícito também que promovamos contendas. Ofensas geram ódio, que por sua vez desencadeia intrigas entre as pessoas:
 
“Que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens.” - Tito 3:2
 
Compete-nos que nos suportemos uns aos outros com amor:
 
“Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,” – Efésios 4:2
 
Paulo repudiava a prática de ofensas para com os outros. Por isso, exortou os crentes a agirem com espiritualidade, para encaminhar alguém que fosse ultrajado com espírito de mansidão. O apóstolo ressalvou também que não deveríamos nos deixar sermos também tentados:
 
“Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado.” - Gálatas 6:1
 
Adaptemos em nós as virtudes de Deus Pai, que não têm parte com atitudes deletérias como ofender o nosso próximo, pois Ele exige que sigamos a justiça, a piedade, a paciência, a mansidão e congêneres:
 
“Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.” - 1 Timóteo 6:11
 
Através da longanimidade, podemos ser muito mais persuasivos, ao passo que dirigir improprérios ao próximo de nada o convence:
 
“Pela longanimidade se persuade o príncipe, e a língua branda amolece até os ossos.” -Provérbios 25:15
 
Enfim, sejamos equitativos, de forma que as virtudes e os efeitos da presença de Deus em nós seja manifesta a todos os homens:
 
“Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.” - Filipenses 4:5

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