Faz-se imperioso
observar que o Dualismo Espiritual não ignora certos princípios ou trechos de
origem bíblica em razão de não agradarmo-nos com o que eles afirmam, já que
alegar motivos emocionais na tentativa de invalidar uma doutrina não basta para
prová-la inconsistente, além de denotar puerilidade da parte de quem argumenta da
forma descrita. Por isso, toda vez que um dualista espiritual não concorda com
alguma citação da Bíblia, significa que ele, por não julgar a tal passagem
compatível com a razão, e, com efeito, promanada do trono de Deus Pai, enfim a
qualifica como uma reles opinião sem caráter sobrenatural.
Os críticos,
apesar das elucidações há pouco discorridas, objetam nossa abordagem das
Escrituras por suporem que, com improbidade intelectual, desdenhamos muitos textos
da Bíblia ou os interpretamos conforme nosso bel-prazer deliberadamente. Isso
não é verdade. A Doutrina Dualista Espiritual estimula o burilamento da arte do
raciocínio, porquanto através desta dádiva com que a Divindade do Bem nos privilegiou,
podemos distinguir, dentre outras coisas, o que é verdadeiro daquilo que é
falso, inclusive no tocante aos livros sagrados, mais precisamente na Bíblia,
afinal, agindo de maneira consentânea com o que a própria Escritura exorta,
devemos tudo examinar e reter o que é bom (1 Tessalonicenses 5:21). Em suma,
qualquer relato, ideologia, filosofia ou ensinamento de procedência bíblica,
deve ser averiguado pelo crivo da razão, já que esta é um como uma bússola que
Deus Pai construiu para nos nortear no que diz respeito a no que acreditar em
matéria de religião. Crer que a Bíblia é, do Gênesis ao Apocalipse,
absolutamente veraz, é o mesmo que negligenciar o apanágio ímpar da
racionalidade que o Senhor da Paz insuflou no espírito humano.
Portanto, tendo
nós concluído as preliminares observações, perscrutemos os Evangelhos, e, a
partir das citações deles extraídas e comentadas a seguir, conclamo o leitor a
inferir qual é a autêntica natureza de Jesus, abstraindo-se de antemão dos
princípios que regulam qualquer religião baseada em dogmas como a inerrância e
inspiração divina total das Escrituras.
” - Lucas 9:48
“E, lançando mão de um menino, pô-lo no meio deles e,
tomando-o nos seus braços, disse-lhes: Qualquer que receber um destes meninos
em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, recebe, não a mim, mas ao que me enviou.” - Marcos 9:36-37
“Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai,
certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus;
não vim de mim mesmo, mas ele me enviou.” - João 8:42
“Disse-lhes, pois, Jesus: Ainda um pouco de tempo estou
convosco, e depois vou para aquele que me enviou.” - João 7:33
Nas passagens
acima destacadas, Jesus enfatiza a sua subordinação em relação a Deus. Ora,
aquele que é enviado por alguém, obedece ao mandado daquele que recebe a ordem
de ir a um destino qualquer para agir conforme os propósitos de seu superior. A
doutrina teológica implementada na época em que os dogmas do cristianismo
estavam em processo de formação não repousa sobre o testemunho que Jesus
prestou no que concerne à sua inferioridade perante Deus.
Ademais, Cristo
assumiu ser inferior a Deus, o que ratifica o fato de que ele não é a mesma
pessoa que o Criador manifesto em carne, ao testificar a sua submissão ao Ente
Supremo. Analise os textos seguintes para uma compreensão mais sucinta acerca
dessa proposição:
“Ouvistes que eu vos disse: Vou, e venho para vós. Se me
amásseis, certamente exultaríeis porque eu disse: Vou para o Pai; porque meu Pai é maior do
que eu.” João 14:28
“E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom
Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus.
Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.” Mateus 19:16-17
“E, pondo-se a caminho, correu para ele um homem, o qual se
ajoelhou diante dele, e lhe perguntou: Bom Mestre, que farei para herdar a vida
eterna? E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom?
Ninguém há bom senão um, que é Deus.” Marcos 10:17-18
“E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que
hei de fazer para herdar a vida eterna? Jesus lhe disse: Por que me chamas bom?
Ninguém há bom, senão um, que é Deus.” Lucas 18:18-19
Nos três
últimos trechos bíblicos, Jesus enfatiza que somente Deus é bom, o que aduz uma
evidência de que o Mestre não teve em qualquer instância a aspiração de
comparar-se ao Pai, que é maior que ele, segundo respalda o seu próprio
testemunho.
Jesus
explicitou, ainda, que o Pai lhe havia confiado a missão de anunciar tudo o que
Deus determinou que ele teria de proclamar. Isto subentende que Jesus Cristo
estava cumprindo a ordem sagrada com a qual Deus o comissionou, o que seria uma
alegação inconsistente caso Jesus fosse de fato um homem cujo patamar se
igualasse ao do Arquiteto do Universo. Se Cristo fosse mesmo Deus, não teria
asseverado que a alguém teria de obedecer, ao invés disso, atuaria consoante
seus propósitos supremos sem que estivesse submetido à vontade de outro ser:
“Porque eu não tenho falado de mim
mesmo; mas o Pai, que me enviou, ele
me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de
falar. E sei que o seu mandamento é a vida eterna. Portanto, o que eu falo, falo-o como o Pai mo tem dito.”-
João 12:49-50
As doutrinas e
ensinamentos ministrados por Jesus ao cabo do serviço espiritual que
desempenhou na Terra não procederam dele mesmo, mas de Deus. A partir de tal
fato, deduz-se a conclusão de que Deus é superior a Cristo, uma vez que aquele
foi quem planejou e delegou o que Jesus haveria de cumprir em nosso mundo,
assim como o instruiu de acordo com as Suas doutrinas que competiria ao Mestre
propalar. Em adição, Jesus afirmou também que veio ao mundo não para realizar
seus intuitos próprios, tendo em vista que agiu conforme a ordem e ensinamentos
de Deus, que o enviou:
“Jesus lhes respondeu, e disse: A
minha doutrina não é minha, mas daquele que
me enviou.” - João 7:16
- João 14:10
“Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do
homem, então conhecereis quem eu sou, e que nada faço
por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou. E aquele que me
enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que
lhe agrada.” - João 8:28-29
“Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me
enviou.” - João 14:24
O Mestre Jesus
almejou, através das quatro declarações arroladas acima, esclarecer que não foi
ele quem elaborou as doutrinas e ensinos que difundiu em seu ministério terreno.
Foi Deus quem o elucidou o que deveria explicar ao mundo, fato este que denota
a submissão, dependência e inferioridade de Jesus em relação a Deus.
Além do mais,
Jesus Cristo jamais agiu conforme sua volição pessoal, antes veio ao mundo para
colocar em prática o mandado que Deus lhe prescreveu, o que ratifica ainda mais
a certeza de que Jesus foi um emissário do Pai e não o próprio Criador em carne
e ossos:
”- João
6:38
No versículo
seguinte, Jesus salientou também que é depende de Deus para fazer qualquer
coisa:
”- João
5:30
Segundo o
próximo trecho, Jesus recebeu de Deus obras que por ele deveriam ser
realizadas. Explicando de modo mais conciso, Cristo obedeceu a uma missão de
origem divina, tendo sido por este motivo enviado por Deus, para a consolidação
dos propósitos deste último na Terra. Em adendo, Jesus salienta novamente que
Deus o enviou, o que endossa ainda mais o fato de que Cristo está subordinado
ao Criador, ao invés de ser ele o próprio Deus:
“Mas eu tenho maior testemunho do que o de João; porque as
obras que o Pai me deu para realizar, as
mesmas obras que eu faço, testificam de mim, que o Pai
me enviou.” - João 5:36
Deus é
Onisciente, atributo este que implica que acerca de todas as coisas o Criador
tem conhecimento. Se Jesus e Deus fossem de fato a mesma pessoa, Cristo em
hipótese alguma teria feito a afirmação a seguir:
“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de
passar. Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os
anjos do céu, mas unicamente meu Pai.” - Mateus 24:35-36
Jesus Cristo
foi um mensageiro enviado por Deus à Terra para propagar as boas novas que do
Pai auscultou e aprendeu. Caso Cristo fosse deveras Deus, não teria sido
necessário receber do Criador ensinamentos inerentes àquilo que tinha por meta
anunciar ao mundo, já que por implicação Jesus saberia de antemão o que
ministrar:
João 8:40
Perceba também,
no verso citado acima, que Jesus releva que é apenas um homem. Suponho que o
tenha feito para avalizar que foi apenas um servo do Altíssimo, ao invés de
deixar transparecer que era o próprio Deus em carne.
Em uma outra
ocasião, Jesus usou um título um pouco similar a “homem” ao ter denominado a si
mesmo como o “filho do homem”, adicionando a esta informação que Deus lhe
concedeu ter vida em si mesmo assim como o poder de exercer juízo. Disto,
deduz-se a superioridade do Senhor do Universo em relação a Cristo, já que este
recebeu do Pai duas dádivas que somente Deus lhe poderia outorgar. Ora, se
Jesus realmente fosse Deus, não teria coerência afirmarmos que o Mestre recebeu
algo do Criador, uma vez que ele seria a própria Causa de todas as coisas:
“Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a
vida em si mesmo;
E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do homem.” João 5:26-27
E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do homem.” João 5:26-27
Jesus Cristo
esclareceu que jamais um homem viu o parecer de Deus, ou seja, contemplou a
aparência do mesmo. O Mestre jamais teria verbalizado semelhante afirmação,
caso o Deus encarnado estivesse verdadeiramente diante da face de muitos
humanos. Jesus remeteu-se também ao sentido da audição, quando comentou que
nunca a voz de Deus foi escutada por alguém, sendo portanto incoerente com as
palavras de Jesus alegar que ele é Deus:
”- João
5:37
O Mestre em
qualquer hipótese jamais pretendeu afirmar que constitui, com Deus,
literalmente um mesmo ser. Os aforismos seguintes demonstram que Jesus e Deus
compõem uma unidade no que tange à afinidade espiritual que abunda entre ambos.
Semelhantemente, Jesus rogou ao Pai para que nós humanos formemos com eles uma
unidade, o que não constitui motivo para inferir-se que devido a tal prece de
Cristo, sejamos por consequência o próprio Deus.
Como
complemento, Jesus ainda manifestou em sua rogativa a Deus o desejo de que
todos nós fossemos um, como ele e Deus o são. Cristo fez alusão à harmonia que
nos conectaria a todos, tornando-nos, em um sentido metafórico, apenas um ente:
“E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e
eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles
que me deste, para que sejam um, assim como nós.” - João 17:11
“Para que todos sejam um, como tu, ó
Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que
o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim,
para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que
tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim.” João 17:21-23
“Naquele dia conhecereis que estou em
meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.” - João 14:20
Em uma outra
demonstração de sujeição a Deus, o Mestre Jesus afirmou que guardava os
mandamentos do Pai, isto é, fazia aquilo que Deus lhe havia ordenado:
“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu
amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e
permaneço no seu amor.” João 15:10
Durante a
fervorosa oração que dirigia a Deus no Getsêmani, Cristo proferiu uma distinção
entre a sua vontade pessoal e a volição divina. Caso fossem a mesma pessoa, não
poderia existir contradição de pensamentos, tampouco Jesus se permitiria
sujeitar à vontade de Deus. A inferência que resulta da leitura do versículo a
seguir é óbvia: Jesus e Deus não são o mesmo Ente e um está subordinado ao
outro.
“Dizendo: Pai, se queres,
passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha
vontade, mas a tua.” Lucas 22:42
“E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu
rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível,
passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu
quero, mas como tu queres.” - Mateus 26:39
“E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se
a tua vontade.” - Mateus 26:42
“E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta
de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres.” - Marcos 14:36
No momento de
seu decesso, Jesus bramiu dizendo entregar nas mãos de Deus o seu espírito.
Admitindo a possibilidade de Cristo e Deus comporem o mesmo ser, é forçoso que
imediatamente após a consulta ao próximo texto repilamos a doutrina da deidade
de Jesus, já que seria incoerente com o dito dogma a afirmação que procedeu dos
lábios do Mestre segundo a qual o seu espírito foi encaminhado a Deus após o
seu passamento, uma vez que ele seria o próprio Criador do Universo:
“E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito
isto, expirou.” - Lucas 23:46
Se Jesus fosse
Deus, teria dito algo como “em minhas próprias mãos entrego o meu espírito”, o
que não faria muito sentido. Entretanto, ao se referir a Deus, a quem confiou o
seu ser imaterial pouco antes de falecer, demonstrou a dependência que tinha da
Divindade.
Ainda enquanto
sofria o suplício da crucificação, Jesus exclamou um questionamento, anelando
por saber qual seria a razão pela qual Deus o havia desamparado. As palavras do
Mestre destacadas a seguir subentendem novamente a dependência de Jesus em
relação a Deus, e os cuidados deste que Cristo reclamou para si:
“E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo:
Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu,
por que me desamparaste?” - Mateus 27:46
Em certa
ocasião, Jesus aparentemente asseverou ser Deus. Entretanto, as suas palavras
no contexto do excerto a seguir sugerem que tal interpretação seria incorreta,
uma vez que estaria em contradição com as observações que Jesus apontou acerca
de em qual sentido ele afirmou ser, com o Pai, um só. Em linhas gerais, de
acordo com a concepção de Cristo a respeito de um versículo do Antigo
Testamento, são deuses todos aqueles a quem a palavra de Deus é dirigida. Além
do mais, no início da passagem transcrita abaixo, Jesus Cristo é bem taxativo
ao afirmar que o Pai é maior do que todos:
“Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos;
e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai.
Eu e o Pai somos um. Os judeus pegaram então outra vez em pedras para o apedrejar. Respondeu-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais? Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada), Àquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus?” - João 10:29-36
Eu e o Pai somos um. Os judeus pegaram então outra vez em pedras para o apedrejar. Respondeu-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais? Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada), Àquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus?” - João 10:29-36
Os judeus não
compreenderam com exação o intento de Jesus ao declarar que ele e o Pai são um,
outrossim, grande parte dos cristãos hodiernos também não depreenderam
corretamente o sentido da afirmativa do Mestre. Porém, a explicação de Jesus
foi apresentada após a reação violenta dos judeus ao que disse Cristo.
Há quem defenda
a posição teológica de que Jesus recuperou a sua autoridade divina após a
ressurreição devido à seguinte passagem:
“E, chegando-se
Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.” - Mateus
28:18
Contudo,
parecem se olvidar os proponentes da linha de raciocínio que propugna a
doutrina da Trindade da palavra “dado”. Uma vez que Jesus recebeu o poder,
segue-se que alguém superior a ele lhe concedeu autoridade, pois aquele que
delega poderes é necessariamente maior que aquele que recebe.
Para
desmantelar a ideia de que Jesus teve seus poderes restituídos depois de sua
morte e ressurreição, confira o testemunho do próprio Mestre depois de ter sido
supostamente levantado dentre os mortos:
"Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus." - João 20:17
A doutrina da
Trindade é, pois, uma concepção dogmática incompatível com as palavras do
precursor do cristianismo. É um fruto de uma abordagem errônea dos antigos
manuscritos dos quais a Igreja se arrogou nos primórdios da época em que
Constantino instituiu a medida de organizar a fé cristã, que no tempo de seu
governo consistia em um amálgama de divergentes visões e mesmo Evangelhos
contraditórios. O plano do imperador estava imbuído de fins muito mais
políticos que religiosos.
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